
Panem et Circus, gritava se em Roma em 70 depois do "Criador". Quase com 2000 voltas em torno da estrela nada poderia estar mais actual. Com a excepção do pão que adiamos sine die, com a tranquilidade dum Vaticano biblicamente decadente, sem soluções. Obviamente sabendo, sem querer saber, que tudo tem tendência a piorar, mas quando se está sentado na poltrona de Deus, o conforto, a enorme barriga, os pés em agua morna e sal, transformam o horizonte a uma distancia dum frigorífico. Para quem não tem esse horizonte é um quase infinito. Eu confesso-me e aceito a penitencia, com o espirito "Alcacer-Quibirmente" derrotado. Até porque o meu frigorífico é relativamente perto e se lá não houver pão, eu faço o circo. Com a pinta do palhaço triste que borra a pintura antes de entrar em palco, mas borra-a. Hoje peço-vos, se porventura este texto surgir, enquanto procuram no Google o detergente que limpa tudo, que borrem a pintura. Que se oponham contra todos os capitalistas que atropelam sem hesitar. Que gritem pão. João mas nunca Oscar. Esse só dá 112 minutos de boa disposição! E a minha que julgo vossa, tem os dias contados.
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